Após muita pressão nesta campanha salarial, a ECT cedeu e afirmou em ata que os Correios não serão privatizados , repetindo as declarações d...
Após muita pressão nesta campanha salarial, a ECT cedeu e afirmou em ata que os Correios não serão privatizados, repetindo as declarações do Presidente da República, Michel Temer, e do Ministro da Comunicação, Gilberto Kassab.
Apenas essa garantia não basta!
Por mais que essa ata esteja assinada por representantes da empresa e diga claramente que não haverá privatização, não garante que não venderão a ECT. Só a mobilização da categoria e de toda a classe trabalhadora conseguirá barrar este ataque - que já está em curso através da reestruturação da empresa.
A privatização dos Correios seria uma grande retirada de direitos da categoria, geraria demissões, maior intensificação do trabalho e o foco da ECT se resumiria ao lucro, perdendo sua função social.
Veja a abaixo do trecho da ata da campanha salarial sobre a privatização dos Correios:
“ratificar a fala do Presidente da República, Michel Temer, que já esclareceu sua posição contrária à privatização dos Correios, por tratar-se de Empresa emblemática, querida pela população e com 350 anos de história de bons serviços prestados. Lembrou ainda, a fala do Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, ocorrida no dia 11 de agosto, de que o Governo Federal trabalha para recuperar e fortalecer os Correios, descartando a privatização da Empresa. Ratificou também, sua posição contrária à privatização dos Correios, destacando a importância da presença e da atuação estratégica da Empresa na prestação de serviços em todo o território nacional. (...) Ratificou, também, sua [Presidente dos Correios Guilherme Campos] posição contrária à privatização dos Correios, destacando a importância da presença e da atuação estratégica da Empresa na prestação de serviços em todo o território nacional.”
Não aceitaremos a privatização feita por baixo dos panos!
Dizem que não vão privatizar a ECT, mas sabemos que este é o plano da empresa, através da CorreiosPAR S.A – uma empresa privada que servirá como subsidiária para que a ECT expanda sua atuação em outros ramos, através da compra e de sociedade com grupos privados.
Os Correios brasileiros tendem a seguir a lógica aplicada nos Estados Unidos. Eles mantêm como estatal a parte deficitária – das cartas, telegramas, etc – e transferem para o capital privado a parte lucrativa, como os SEDEX, encomendas, logística, banco postal, dentre outras.
Assim, podem dividir os trabalhadores em grandes setores. Os atuais concursados, que não forem demitidos ou empurrados para fora da empresa com PDV, ficam no setor estatal, que tende a ser sucateado. Os demais setores contratarão por meio de terceirização, sem concurso e sem acesso aos mesmos direitos que hoje possuem os concursados, como a estabilidade, por exemplo.
Vamos lutar contra a terceirização do trabalho e a privatização dos Correios!
Fonte: Sintcom-PR
Apenas essa garantia não basta!
Por mais que essa ata esteja assinada por representantes da empresa e diga claramente que não haverá privatização, não garante que não venderão a ECT. Só a mobilização da categoria e de toda a classe trabalhadora conseguirá barrar este ataque - que já está em curso através da reestruturação da empresa.
A privatização dos Correios seria uma grande retirada de direitos da categoria, geraria demissões, maior intensificação do trabalho e o foco da ECT se resumiria ao lucro, perdendo sua função social.
Veja a abaixo do trecho da ata da campanha salarial sobre a privatização dos Correios:
“ratificar a fala do Presidente da República, Michel Temer, que já esclareceu sua posição contrária à privatização dos Correios, por tratar-se de Empresa emblemática, querida pela população e com 350 anos de história de bons serviços prestados. Lembrou ainda, a fala do Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, ocorrida no dia 11 de agosto, de que o Governo Federal trabalha para recuperar e fortalecer os Correios, descartando a privatização da Empresa. Ratificou também, sua posição contrária à privatização dos Correios, destacando a importância da presença e da atuação estratégica da Empresa na prestação de serviços em todo o território nacional. (...) Ratificou, também, sua [Presidente dos Correios Guilherme Campos] posição contrária à privatização dos Correios, destacando a importância da presença e da atuação estratégica da Empresa na prestação de serviços em todo o território nacional.”
Não aceitaremos a privatização feita por baixo dos panos!
Dizem que não vão privatizar a ECT, mas sabemos que este é o plano da empresa, através da CorreiosPAR S.A – uma empresa privada que servirá como subsidiária para que a ECT expanda sua atuação em outros ramos, através da compra e de sociedade com grupos privados.
Os Correios brasileiros tendem a seguir a lógica aplicada nos Estados Unidos. Eles mantêm como estatal a parte deficitária – das cartas, telegramas, etc – e transferem para o capital privado a parte lucrativa, como os SEDEX, encomendas, logística, banco postal, dentre outras.
Assim, podem dividir os trabalhadores em grandes setores. Os atuais concursados, que não forem demitidos ou empurrados para fora da empresa com PDV, ficam no setor estatal, que tende a ser sucateado. Os demais setores contratarão por meio de terceirização, sem concurso e sem acesso aos mesmos direitos que hoje possuem os concursados, como a estabilidade, por exemplo.
Vamos lutar contra a terceirização do trabalho e a privatização dos Correios!
Fonte: Sintcom-PR

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